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Os impactos econômicos do envelhecimento no consumo varejista

Jorge Felix, pesquisador de envelhecimento populacional e economia da longevidade, evidenciou em sua palestra a negligência no Brasil em relação a essa questão

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Os impactos econômicos do envelhecimento no consumo varejista
A expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos e, com esta mudança no perfil da população, diversos setores da economia estão sendo impactados. O envelhecimento populacional implica novas necessidades em termos de cuidados e de consumo, novas demandas de serviços e novas formas de tratar e atender esse segmento, que continuará a crescer nas próximas décadas. Com este cenário, fica claro que as companhias de todos os setores precisam estar preparadas para entender às especificidades deste público.   Jorge Felix, pesquisador de envelhecimento populacional e economia da longevidade, evidenciou em sua palestra a negligência no Brasil em relação a essa questão. Segundo ele, países desenvolvidos já estão atentos ao tema. Primeiro, ele explicou o que o envelhecimento populacional é causado pela redução das taxas de fecundidade aliada ao aumento da expectativa de vida, o que gera redução na oferta de mão de obra e, com isso, o aumento de salários. Felix também mostrou que a economia da longevidade é uma grande oportunidade de crescimento econômico e que Estados Unidos, Japão, Alemanha e França figuram entre os principais países que trabalham nesse tema. O Brasil, por sua vez, está atrasado. Um dos exemplos dados por Felix diz respeito à robotização, com alguns países desenvolvendo robôs que cuidam, auxiliam e vigiam os idosos. "É uma grande oportunidade que os países ricos já estão vendo". Sobre o varejo, ele disse que é preciso pensar que a compra pelo idoso precisa ser prazerosa. "Quem oferecer isso terá mais resultados. Em relação às estratégias para atingir esse segmento etário, parece que jogaram fora todos os livros de marketing. O consumidor idoso tem as mesmas necessidades que qualquer consumidor". Outra questão, segundo ele, é que não existem pontos de venda que tenham desenvolvido uma identidade e vínculo com o consumidor idoso, que necessita de produtos ligados ao envelhecimento. "Se precisarmos comprar um produto para uma criança, logo lembraremos de uma loja. Já se for para um idoso, ficaremos perdidos, já que existem poucos varejistas focados nesse nicho."
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