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Os passos 7 que ainda faltam para o Brasil sair da crise

País precisa avançar mais alguns degraus antes de decretarmos que o pior ficou para trás

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Afinal, a crise está no fim? É fato que muitos economistas têm visto indícios de melhora, mas é preciso fazer a ressalva: há sinais de avanço, o que não significa que a crise econômica esteja se encerrando. O país precisa avançar mais alguns degraus antes de decretarmos que o pior ficou para trás. Em geral, a retomada da atividade de um país em recessão – caso do Brasil, que vê sua economia encolher desde o segundo semestre de 2014 – ocorre em etapas (ver quadro abaixo). Os passos são paulatinos, a caminhada não é exatamente perfeita e há avanços e retrocessos ao longo do caminho. Ainda assim, é possível enxergar uma lógica – e o Brasil está antes da metade do caminho. Os passos para a saída da crise Assim como em 2015, o Brasil vai fechar este ano em recessão. Ainda que a recuperação da economia não tenha começado de fato, alguns sinais apontam um ensaio de retomada. Saiba quais são – e quais faltam para que a crise fique no passado Passo 1 ➤ Índices de confiança Eles captam a disposição do empresariado de investir – e é com investimento que crescem o produção e emprego. Em julho, o índice de confiança da indústria, medido pela FGV, subiu pelo quinto mês seguido e chegou a seu melhor nível desde junho de 2014 Passo 2 ➤ Bolsa e câmbio O mercado financeiro sempre tenta antever os movimentos da economia para aumentar seus ganhos. Se a Bolsa engrena períodos de alta, muitas vezes é porque os investidores estão confiantes com o que está por vir. Neste ano, a Bovespa já subiu 54% e o real ficou 24% mais forte em relação ao dólar Passo 3 ➤ Boletim Focus O Banco Central elabora semanalmente o Boletim Focus, na qual uma centena de economistas fala o que espera dos principais indicadores da economia. O Focus também é uma medida de confiança, mas seus resultados costumam demorar mais para melhorar que os de confiança empresarial. No boletim, as previsões para o PIB e a inflação têm melhorado de maneira ininterrupta desde junho Passo 4 ➤ Seguro-desemprego Ao contrário do que se pode supor, o ritmo de pedidos de seguro-desemprego tende a diminuir no meio de um período recessivo. Por dois motivos: as empresas adiam as demissões ao máximo (já que demitir exige despesas altas) e os trabalhadores evitam pedir demissão por medo de não achar mais emprego. Isso reduz a rotatividade nas vagas. No primeiro semestre deste ano, o número de pedidos de seguro-desemprego caiu em relação ao mesmo período de 2015 Passo 5 ➤ Produção industrial A produção industrial costuma ser o primeiro indicador de produção da economia a melhorar, já que responde com mais rapidez a fatores de estímulo. Embora o indicador tenha subido de março a junho de maneira consecutiva, isso se explica por um misto de redução de importações (por causa da baixa demanda causada pela recessão) e alta do dólar, que faz com que empresas exportadoras faturem mais, mesmo sem ampliar o volume do que vendem lá fora. O dólar manteve-se em alta até meados do semestre passado Passo 6 ➤ Emprego O emprego costuma ser um dos últimos indicadores a apontar a chegada de uma crise – e também um dos últimos a melhorar quando ela acaba. Não por acaso, a menor taxa de desemprego que o país já teve em um só mês, de 4,3%, foi registrada em dezembro de 2014, quando a atual recessão já havia começado. Alguns setores, como a construção civil, ainda estão demitindo Passo 7 ➤ Varejo Com a recuperação do emprego, há melhora do poder de compra e maior ímpeto para o consumo, o que faz das vendas do varejo também um indicador que demora mais a responder à melhora da economia. As vendas no varejo ampliado (que incluem automóveis e materiais de construção) no primeiro semestre deste ano foram 9,3% menores que as do mesmo período de 2015
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